E afinal de contas, o que ganhamos com tudo isso? Quero dizer, o que ganhamos com essa história de vida? Algumas pessoas ganham o verdadeiro amor, outras ganham boas histórias, outros ganham marcas e lembranças, alguns ganham verdadeiras amizades, outros grandes decepções, outros tantos ganham a desejada felicidade, mas procuram tanto ela que não a veem quando ela está diante deles e a deixam passar como se nada fosse.
Às vezes me pergunto quando que vou, finalmente, achar o meu final feliz, outras vezes eu penso que não bastam fins felizes, eu quero histórias felizes. Algumas vezes me pergunto "como" viver, mas percebo que o que importa não é "como" é "para o quê" viver. Ou se vive por algo ou se morre sem sentido, a coisa vai mais ou menos por ai. Às vezes acho que o sistema e a sociedade não nos dão alternativas a não ser seguí-los mas na verdade cada um segue o seu caminho, cada um pode inventar caminhos novos, inove! Sempre há tempo para mudanças, sempre a tempo para fazer o que você quer fazer! Não se preocupe tanto com a vida, não se preocupe com o futuro, as coisas são bastantes simples, porém nós complicamos. Os seres humanos sempre complicam tudo, confudem tudo.
Sabe, neste instante existem milhões de pessoas no mundo esperando para ser feliz, esperando a morte, esperando Deus aparecer e como num passe de mágica livrá-las de tudo. Existem bilhões de pessoas no mundo chorando de alegria neste momento, outros tantos bilhões sofrendo, outros, talvez até mais, bilhões de pessoas estejam se sufocando na ansiedade do amanhã, de fazer algo novo, algo bizarro. Existem milhões de pessoas se calando e outros tantos gritando contra o sistema. Neste instante existe uma festa na cadeia e um jovem morto na avenida paulista. Neste instante você está pensando em asneiras e pessoas estão morrendo. Neste instante que eu escrevo isto existem um grito surdo de Deus para acordar o mundo tranpassando em seus tímpanos.
Sabe-se que as coisas nem sempre acontecem como nós queremos, as situações e alegrias nem sempre são nossas, afinal, não podemos vencer todas as batalhas e ganhar todos os prêmios! Muitas vezes temos de cedê-los por motivos de força maior, ou para as pessoas que amamos, é inevitavel. De que adianta ganhar a batalha se todos os outros morreram lutando contra ou por você? A vida pode ser uma guerra ou apenas um sonho, ou talvez, até um circo, onde algumas vezes temos de ser platéia, outras palhaços e outras até o apresentador. Se me perguntarem eu prefiro ser o palhaço e ver graça em tudo, rir dessa coisa toda chamada vida.
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Sobre a loucura
A gente se esforça tanto para ser perfeito, para parecermos normais passamos tanto tempo insistindo nisso que acabamos surtando um pouco com essas coisas. Queremos notas perfeitas, aparência perfeita, amigos perfeitos, sem saber que é perfeição é uma forma sutil da loucura. A loucura é sublime, é quase divina.Só os loucos e as crianças são realmente felizes.Talvez a loucura seja fechar os olhos diariamente e fingir que o mundo é perfeito. Talvez os loucos sejam apenas sonhadores ou esperançosos, ou talvez sejam apenas malucos mesmo. A loucura é quando passamos a pensar "pouco importa que essa gente vá falar mal." e ai passamos a ser quem quisermos, não necessariamente quem realmente somos, porque às vezes é tão chato ser só um.
E, talvez, aquilo que chamamos de loucura é o que faríamos se não tivéssemos vergonha. Condenamos a loucura porque ela é uma imensa alegria que grande parte das pessoas tem medo de experimentar. A loucura pode assustar um pouco, pode ser engraçada ou bem estranha, mas a loucura está dentro de todos. E de repente você se encontra dançando sozinho no meio da rua.
Ser louco não é tão ruim. Você pode sorrir às quatro da manhã sozinho, pode correr sem razão, ou gritar ofensas ao mundo sem lhe questionarem muito. Ser louco é liberar-se de mazelas, é ser um palhaço no caos, é matar todas as coisas ruins do mundo na cabeça. A loucura é um estado de suprema felicidade.
Talvez ser louco seja apenas ser mais humano que muitas pessoas. Porque ser louco é como ser um humano normal, mas com uma superlente de aumento sobre você, destacando seus atos e seus defeitos que passam despercebidos em todas as outras pessoas.
Infelizmente minha relativa lucidez não me permite ser totalmente feliz.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Sobre a arte
O meu maior sonho é mudar o mundo através da arte. Desde pequena sonhava em atuar, em está em cima de um palco falando textos e fingindo ser uma pessoa diferente, talvez até melhor. Sonhava em ser mil e um personagens, em ter um milhão de histórias e ficar na memória de zilhões de pessoas.
Sempre quis ser artista, achava que assim poderia fazer as pessoas repenssarem sobre seus atos, sobre suas atitudes. Sempre achei que poderia mudar o mundo e as pessoas com as palavras que não são minhas, mas sairiam de minha boca de uma forma convincente,como se eu as tivesse criado.
O que eu queria mesmo era poder ser todas as pessoas do mundo, porque assim eu as entenderia. Sempre acreditei na arte como a maior arma contra as injustiças, e como o meio de mundanças sociais mais eficaz. Porque a arte é onde você pode se expressar das mais variadas formas, é quando você libera os demônios que existem em você e libera Deus também. A arte é sublime.
A arte consiste em um momento de inspiração, em uma coisa surreal, a arte é esquisitice, é estranha. A arte é o se jogar no palco de cara limpa e criar uma vida com duração de um espetáculo e fazer isso diariamente. Arte é esquecer do "eu" e ser o máximo de pessoas que puder. Quer saber? Arte não se explica, arte se sente.
Acho que a arte é um dom. Poucas pessoas sabem compreender a arte, apreciá-la. Porque a arte é confusa. O belo da arte é que por mais que seja confusa parece simples. Porque quando se dança, atua ou toca não se faz isso só com o corpo, mas também com a alma. Acredito que a arte é uma extensão da alma. Na arte deixamos de pensar e sentimos, agimos pelas emoções, sentimentos e deixamos de lado a razão.
A arte é onde podemos ser realmente livres. Toda artista é condenado à liberdade.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Sobre a felicidade
Hoje minha mãe me perguntou se eu sou feliz e eu respondi: "Sou. Pelo menos na maior parte do tempo eu sou feliz".
Não sei, mas algo nessa simples pergunta me fez rever meus conceitos de felicidade e me fez pensar sobre as coisas atualmente. Se me perguntassem no início do ano passado ou há dois anos atrás eu diria, sem dúvida, que eu era feliz, porque eu tinha todas as coisas que podia fazer alguém feliz, sobretudo eu tinha a ignorância.
Há dois anos atrás as coisas que me faziam feliz eram fáceis, eram reais, eram sem valor, pelo menos na época. Há dois anos eu pensava que tinha o mundo todo na minha mão, que eu tinha tudo que as pessoas sempre sonharam. Não falo aqui em dinheiro, mas em sentimentos, em sonhos. Todos os meus sonhos tinham se realizado e eu tinha uma pessoa muito importante que jurou nunca me esquecer. Mas assim como os sonhos, os juramentos mudam e podem ser esquecidos.
As coisas mudam e veio aquela velha e conhecida coisa chamada tempo. O tempo mudou tudo aquilo que me fazia feliz, virou tudo de cabeça para baixo, sacudiu meu mundo e foi embora rindo do caos. Por um curto período de tempo eu não fui feliz. Por um curto período de tempo eu não soube o que era sorrir e minha mente se distanciava do mundo à medida que meu coração enferrujava. Tudo era monótono, cinza, tudo paracia reflexos distantes de um mundo que não era meu.
Mas as coisas mudam, e de vez em nunca mudam para melhor. Então fui redescobrindo aos poucos o que era sorrir e como ser feliz. Descobri mais coisas no curto periodo de tristeza do que em todos os livros que eu li. Porque a felicidade é belíssima, mas a tristeza ensina mais. É descobrir coisas que antes passavam despercebidas.
É descobrir que a felicidade só é conseguida depois de muitas dificuldades, e descobrir que a felicidade é rara de se encontrar e que não vale a pena procurar por ela, porque ela só vem sem aviso, quando você menos espera. É descobrir que ser feliz não é só sorrir, pode ser chorar também. É descobrir a felicidade em um sonho e compartilhar esse sonho com mais três amigos. É a descoberta que fazer alguém feliz pode lhe fazer feliz também, ou te fazer triste. É ser triste para ver sua amiga sendo feliz realizando o seu sonho que tamém é o sonho dela, é abandonar sua alegria para felicidade de quem você ama e sofrer por isso.
Felicidade pode ser uma visita às duas da manhã, uma mensagem, um beijo. Felicidade pode ser dançar por cima do caos, correr sem destino de mãos dadas com alguém ou o silêncio do "estar só". Felicidade pode ser um plural, um coletivo ou só um singular, pode ser ímpar ou infito. Felicidade é o grande abismo do desconhecido, é trotar em um dragão da independência no deserto. É ser você mesmo ou todos que puder. Felicidade pode ser chorar desesperadamente por absolutamente nada, rir pelo mesmo motivo, ou sem ele.
Minha mãe diz que eu me isolo do mundo, que às vezes eu pareço triste e distânte, afogada em pensamentos. Será que ser feliz também pode ser criar um mundo próprio dentro da cabeça?
A linha que separa a felicidade da loucura é tão tênue, que às vezes eu salto de uma lado para o outro e me perco.
Não sei, mas algo nessa simples pergunta me fez rever meus conceitos de felicidade e me fez pensar sobre as coisas atualmente. Se me perguntassem no início do ano passado ou há dois anos atrás eu diria, sem dúvida, que eu era feliz, porque eu tinha todas as coisas que podia fazer alguém feliz, sobretudo eu tinha a ignorância.
Há dois anos atrás as coisas que me faziam feliz eram fáceis, eram reais, eram sem valor, pelo menos na época. Há dois anos eu pensava que tinha o mundo todo na minha mão, que eu tinha tudo que as pessoas sempre sonharam. Não falo aqui em dinheiro, mas em sentimentos, em sonhos. Todos os meus sonhos tinham se realizado e eu tinha uma pessoa muito importante que jurou nunca me esquecer. Mas assim como os sonhos, os juramentos mudam e podem ser esquecidos.
As coisas mudam e veio aquela velha e conhecida coisa chamada tempo. O tempo mudou tudo aquilo que me fazia feliz, virou tudo de cabeça para baixo, sacudiu meu mundo e foi embora rindo do caos. Por um curto período de tempo eu não fui feliz. Por um curto período de tempo eu não soube o que era sorrir e minha mente se distanciava do mundo à medida que meu coração enferrujava. Tudo era monótono, cinza, tudo paracia reflexos distantes de um mundo que não era meu.
Mas as coisas mudam, e de vez em nunca mudam para melhor. Então fui redescobrindo aos poucos o que era sorrir e como ser feliz. Descobri mais coisas no curto periodo de tristeza do que em todos os livros que eu li. Porque a felicidade é belíssima, mas a tristeza ensina mais. É descobrir coisas que antes passavam despercebidas.
É descobrir que a felicidade só é conseguida depois de muitas dificuldades, e descobrir que a felicidade é rara de se encontrar e que não vale a pena procurar por ela, porque ela só vem sem aviso, quando você menos espera. É descobrir que ser feliz não é só sorrir, pode ser chorar também. É descobrir a felicidade em um sonho e compartilhar esse sonho com mais três amigos. É a descoberta que fazer alguém feliz pode lhe fazer feliz também, ou te fazer triste. É ser triste para ver sua amiga sendo feliz realizando o seu sonho que tamém é o sonho dela, é abandonar sua alegria para felicidade de quem você ama e sofrer por isso.
Felicidade pode ser uma visita às duas da manhã, uma mensagem, um beijo. Felicidade pode ser dançar por cima do caos, correr sem destino de mãos dadas com alguém ou o silêncio do "estar só". Felicidade pode ser um plural, um coletivo ou só um singular, pode ser ímpar ou infito. Felicidade é o grande abismo do desconhecido, é trotar em um dragão da independência no deserto. É ser você mesmo ou todos que puder. Felicidade pode ser chorar desesperadamente por absolutamente nada, rir pelo mesmo motivo, ou sem ele.
Minha mãe diz que eu me isolo do mundo, que às vezes eu pareço triste e distânte, afogada em pensamentos. Será que ser feliz também pode ser criar um mundo próprio dentro da cabeça?
A linha que separa a felicidade da loucura é tão tênue, que às vezes eu salto de uma lado para o outro e me perco.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Sobre hoje
Hoje acordei pensando nas mil e uma possibilidades que cada dia nos trás. Talvez hoje seja um bom dia para você sorrir para um mendigo, ajudar uma velhinha a atravessar a rua, perder todo seu dinheiro ou perder seu tempo procurando um grande amor. Hoje pode ser o dia das grandes ações ou das pequenas mudanças que implicam nessas grandes ações.
A gente pensa tanto no que não fizemos ontem e no que faremos amanhã que esquecemos de viver o hoje. Talvez hoje fosse o dia que você ia falar, que ia conseguir dizer aquilo que pensa, talvez, hoje, você conseguisse mudar a vida de alguém, ou a sua mesmo, mas o hoje passou e você não viveu nada disso. Amanhã você acordará pensando em porque não fez essas coisas e essas coisas ficarão só no "talvez se...".
Acho que uma das piores coisas que existe é o "Talvez se...", por causa dele nos massacramos e torturamos nossos pensamentos, ficamos dependentes dele. É como se todos os nossos pensamentos se agarrassem a coisas que deixamos de fazer e que de alguma maneira, mesmo que remota. poderiam ter mudado o dia de hoje, como aquela proposta de emprego, o jantar que você não compareceu, a visita a sua tia que está grávida ou ir àquela festa que parecia ser um pé no saco. Todas essas coisas com que perdemos horas pensando e que nos fazem perder horas úteis de nossas vidas, isso é terrorismo psicológico.
O amanhã pode nem chegar e a gente se preocupa tanto com ele. Perdemos o hoje criando planos para um futuro distante e incerto. Perdemos nosso tempo com incertezas e sofremos previamente por coisas que podem nem acontecer. Colocamos barreias em coisas que, ainda, nem existem. Perdemos 24 horas projetando coisas que poderão acontecer daqui a dez, vinte anos. Não gosto muito de pensar no amanhã, ele pode não cehgar e prefiro não pensar nisso. O amanhã é incerto demais para os planos.
Ontem pode ter sido o pior dia de nossas vidas, mas hoje podemos recomeçar tudo de novo. Como se fosse um livro em branco a ser escrito. Hoje é o dia de fazer as coisas mais improváveis do mundo, fazer tudo que você puder e a lei permitir. Hoje é um bom dia para sonhar, viver, sorrir, xingar. Sair pelas ruas e gritar vociferações e cantigas de roda. Hoje é um bom dia para rever amigos, ir a funerais, rezar. Hoje é um bom dia para falar com Deus, cometer todos os pecados e praticar boas ações. Hoje é um bom dia para ler jonais, a bíblia, revistas de fofocas ou livros de ficção.
Hoje é um bom dia para morrer.
Faça isso ao fim do dia, antes de dormir, para amanhã você ser outra pessoa e criar outra vida de 24 horas.
A gente pensa tanto no que não fizemos ontem e no que faremos amanhã que esquecemos de viver o hoje. Talvez hoje fosse o dia que você ia falar, que ia conseguir dizer aquilo que pensa, talvez, hoje, você conseguisse mudar a vida de alguém, ou a sua mesmo, mas o hoje passou e você não viveu nada disso. Amanhã você acordará pensando em porque não fez essas coisas e essas coisas ficarão só no "talvez se...".
Acho que uma das piores coisas que existe é o "Talvez se...", por causa dele nos massacramos e torturamos nossos pensamentos, ficamos dependentes dele. É como se todos os nossos pensamentos se agarrassem a coisas que deixamos de fazer e que de alguma maneira, mesmo que remota. poderiam ter mudado o dia de hoje, como aquela proposta de emprego, o jantar que você não compareceu, a visita a sua tia que está grávida ou ir àquela festa que parecia ser um pé no saco. Todas essas coisas com que perdemos horas pensando e que nos fazem perder horas úteis de nossas vidas, isso é terrorismo psicológico.
O amanhã pode nem chegar e a gente se preocupa tanto com ele. Perdemos o hoje criando planos para um futuro distante e incerto. Perdemos nosso tempo com incertezas e sofremos previamente por coisas que podem nem acontecer. Colocamos barreias em coisas que, ainda, nem existem. Perdemos 24 horas projetando coisas que poderão acontecer daqui a dez, vinte anos. Não gosto muito de pensar no amanhã, ele pode não cehgar e prefiro não pensar nisso. O amanhã é incerto demais para os planos.
Ontem pode ter sido o pior dia de nossas vidas, mas hoje podemos recomeçar tudo de novo. Como se fosse um livro em branco a ser escrito. Hoje é o dia de fazer as coisas mais improváveis do mundo, fazer tudo que você puder e a lei permitir. Hoje é um bom dia para sonhar, viver, sorrir, xingar. Sair pelas ruas e gritar vociferações e cantigas de roda. Hoje é um bom dia para rever amigos, ir a funerais, rezar. Hoje é um bom dia para falar com Deus, cometer todos os pecados e praticar boas ações. Hoje é um bom dia para ler jonais, a bíblia, revistas de fofocas ou livros de ficção.
Hoje é um bom dia para morrer.
Faça isso ao fim do dia, antes de dormir, para amanhã você ser outra pessoa e criar outra vida de 24 horas.
domingo, 24 de outubro de 2010
Aquilo que se fala antes de começar qualquer coisa
Eu me chamo Fernanda. Mas podem me chamar de Danda, Nanda, Fê, Pão doce, gorda, Sorriso... Enfim, podem me chamar como quiser, podem me chamar por apelidos carinhosos, ou nomes feios, mas eu prefiro a primeira opção, entretanto isso fica a seu critério. Eu gosto das pessoas, gosto muito delas. Gosto do cheiro das pessoas, como cada uma tem o seu jeito, gosto do modo estranho como cada pessoa anda, fala, come, percebe as coisas. Eu gosto de conhecer pessoas e saber da vida delas, das histórias pessoais, eu tenho fome por conhecimento das pessoas. Eu tenho medo das pessoas. Tenho medo da crueldade e da forma como elas tratam os outros, tratam como se fosse lixo. Tenho medo do que as pessoas fazem com o mundo, tenho medo do que as pessoas farão a si mesmas. Acho que no futuro voltaremos ao canibalismo, se já não houvermos voltado. Eu gosto da solidão. Sinto um enorme prazer em estar só. Tão só que nem eu mesma me vejo, ou me escuto. Eu gosto da beleza da solidão, gosto da forma como ela faz com que nos enxerguemos melhor, gosto da forma como a solidão esclarece as coisas, mas não gosto do vazio proporcionado por ela.
Certas vezes eu assusto a mim mesma, outras vezes eu me faço rir, e nesse intervalo entre o riso e o espanto há uma breve tristeza, mas bem breve. Eu tenho mudanças repentinas de humor. Eu sou uma criança, ou talvez eu seja uma velha, ou talvez em seja ambas as coisas na cabeça de uma jovem, ou talvez não seja nada disso. Eu sou confusa demais, ou talvez eu saiba exatamente o que eu quero, mas me falte coragem para dizê-lo, talvez eu só goste de dizer “ou talvez...” porque a incerteza é ao mesmo tempo bela e chata. Eu gosto de coisas que são vistas de formas diferentes ao mesmo tempo.
Eu gosto de achar coisas onde não tem. Eu vejo graça onde não tem, eu vejo beleza onde não tem, eu vejo alegria onde só há tristeza, eu vejo coisas ruins também onde absolutamente não tem. Eu acho que me preocupo demais com o mundo e tudo mais, acho que nasci na época errada, ou talvez não, mas eu não me sinto como as pessoas desse tempo, na verdade, acho todas acomodadas demais, acho que sou meio revolucionária. Ou talvez seja sonhadora demais. Na verdade, sou ambas as coisas.
Eu gosto de sorrisos, de brincadeiras, de comida, de chocolate. Gosto do mundo, do verde, da cor azul, do céu. Gosto da idéia do céu, que todas as pessoas vão para lá, gosto daquela idéia que Deus mora lá, e dos portões de ouro, é gosto muito. Eu gosto de amigos, gosto do sol, gosto de como os olhos queimam quando olham para ele por muito tempo, eu gosto da lua, da chuva, do medo. O medo é bom, mostra que somos humanos, o ruim é o medo do medo. Eu gosto de livros, gosto de histórias, gosto de inventar histórias, gosto do amor, é no fundo, no fundo, eu gosto do amor. Eu gosto da idéia de conhecer uma pessoa como se ela fosse você, gosto da idéia de que o amor nunca vai acabar e gosto especialmente das bobagens vindas com o amor. O amor nos torna patéticos, e eu gosto disso, gosto de ver as pessoas com os olhos brilhando por conta do amor, gosto de poder ouvir o coração delas ao ouvir o nome do amor. Não gosto disso tudo pra mim, na verdade eu tenho medo, eu acho.Eu não gosto de programas de auditório, de sons de ronco, não gosto de quem conta o fim do filme, eu não gosto de pessoas idiotas. Pessoas idiotas me estressam e dão raiva. Eu não gosto de pessoas grandes, porque sou baixinha, e não gosto de pessoas que explicam tudo, eu não gosto de explicações demoradas e histórias sem fim. Eu odeio a futilidade e a grosseria, eu às vezes sou grossa. Odeio a ignorância e não odeio a estupidez, a estupidez está em tudo.
Eu falo demais, eu riu demais, eu finjo demais, eu não sou tão feliz assim. Talvez eu seja até bem triste, ou talvez eu saiba fazer com que minha tristeza seja escondida, eu sei pintar as partes feias, fazer reajustes e deixar ela bem bonita, como se fosse a felicidade. Mas isso é apenas um talvez, como quase tudo que eu digo. Ou talvez não.
Sobre depois
Então é assim? Tanta vida, tanta coisa porque viver e de repente... Nada. Acabou, se você acreditar na existência de um ser superior, você pode aproveitara vida eterna ao lado Dele e se não crer na idéia do céu, inferno e purgatório, acaba ali. Durante a vida você pode ter feito milhões de coisas algumas que lhe agradam e outras não, mas agora isso não importa. Todas as mensagens que lhe enviaram e que você não abriu jamais serão lidas, todas as promessas feitas não tem nenhum valor, todos os telefonemas perdidos nunca vão ser retornados, todo o estresse chegou ao fim. Nunca mais brigas, nunca mais o estresse de levar os filhos à escola, ou da prova que seria amanhã, nunca mais estudo, nunca mais a matemática, nunca mais as gritarias das pessoas. Nunca mais as pessoas. Nunca mais aquele trânsito de enlouquecer, a pressão, o medo, nunca mais a comida ruim, nunca mais a fome, a miséria, a pobreza.Não existe mais o medo de se mostrar, não existe a vergonha. Vergonha do que? Agora não existe ninguém pra lhe apontar os defeitos, as coisas ruins que você faz e como faz. Então você é tudo aquilo que realmente é ou que queria ser, mas o é para ninguém. Então você pensa: Por que eu não liguei mais cedo? Por que eu não disse o que queria? Por que eu enganava a mim mesmo? Por que...? Por que? Por que? Mas ninguém lhe responde, porque, para falar a verdade, não há ninguém.
Se você acredita em Deus, você vai chegar ao céu, entrar pelos portões de ouro e ver aqueles que você ama e que lhe amaram e estavam lá só esperando por você. Mas e se não houver ninguém esperando por você? E se você nunca amou ninguém? Se você era ocupado demais para o amor? Se você era ocupado demais para reparar nas pessoas e só via o seu trabalho? E se você nunca reparou aquele alguém que te amava? E se você sempre foi ocupado demais para reparar no mundo? E se...?
Antes de sair sua irmã, sua mãe ou seu pai lhe pediu um abraço ou um beijo e você disse que estava ocupado demais, atrasado demais. Você sempre teve medo de dizer que amava. Você sempre teve medo de mostrar seus sentimentos. Você sempre amou escondido. Você nunca quis se arriscar demais. E nunca teve tempo de ouvir os outros. Sempre focou aonde queria chegar, o que queria ser e sempre sonhou em dar melhores condições pra sua família e isso lhe ocupou muito tempo, você sempre foi esforçado para conseguir isso e gastou muito tempo, era muito trabalho, você estudou sua vida toda pra isso não é mesmo? Você queria dar o melhor para quem você amava e isso não é errado. Mas talvez o que as pessoas que te amavam queriam fosse apenas o seu amor, o seu tempo e não uma casa melhor ou mais dinheiro, mais comida. Mas isso você não soube enquanto era tempo. Porque o dinheiro e a comida podem acabar, mas o amor... O amor é eterno.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Sobre nós
Eu faço parte da massa, das pessoas paraplégicas e sem voz, faço parte das pessoas cegas, das pessoas invisíveis que você esbarra todo o dia, mas não está nem ai. Eu faço parte dos tiros, da violência, faço parte do sangue que mancha o rio de janeiro, faço parte do seu pesadelo, faço parte da sociedade do terror. Eu faço parte dos choros inconsoláveis das mães que perderam os filhos, do grito de revolta de um pobre, eu faço parte dos mostros que vivem debaixo da sua cama. Eu sou tudo que te amedronta.
Eu faço parte das brincaderas, dos sorrisos sinceros, da cantiga de roda. Eu faço parte das suas melhores lambranças, do melhor brinquedo que você já teve. Eu faço parte da porcalhada que você fazia quando tomava sorvete, do rosto do seu melhor amigo. Eu sou toda a sua infância.
Eu faço parte das pessoas que consomem artigos de luxo, bolsas da Prada e roupas da D&G. Eu faço parte do luxo das senhoras de NY, dos corrões que os empresários dirigem. Eu faço parte do pequeno grupo de pessoas que recebem a maior parte do dinheiro mundial. Eu faço parte das presidências em todo o mundo. Eu faço parte do consumismo e do exagero. Eu sou todas as coisas fúteis.
Eu faço parte da inveja que mata, da ira que consome, da luxúria que devora, da avareza que arrasta. Eu faço parte da vaidade das mulheres, da preguiça dos gordos, da gula das anoréxicas. Eu sou todos os pecados.
Eu faço parte das fotos amareladas, das conversas esquecidas, dos tempos de outrora. Eu faço parte da música lenta e dos anos noventa, eu faço parte daquilo que fica bem dentro da meméria. Eu faço parte daquilo que guardamos dentro do armário, do vestido de criança, das histórias guardadas em túlmulos, de tudo aquilo que se perdeu. Eu sou todo o passado.
Eu faço parte da inocência das crianças, do sorriso dos sem dentes. Eu faço parte do medo que a morte tem, eu faço parte da crença dos humildes e da esperteza dos ladrões. Eu faço parte das promessas dos presidentes, da fome na àfrica, da miséria dos brasileiros, eu faço parte dos amantes que olham para a lua, e dos que ficaram cegos por olhar demais para o sol. Eu faço parte das rodas de conversa no botequim, da olhada na janela, do eterno dilema entre o "ser ou não ser". Eu tenho em mim todos os pecados e todas as virtudes, todo o mundo em minhas mãos, porque eu sou um pouco Deus também. Eu sou todos os humanos.
Eu faço parte das brincaderas, dos sorrisos sinceros, da cantiga de roda. Eu faço parte das suas melhores lambranças, do melhor brinquedo que você já teve. Eu faço parte da porcalhada que você fazia quando tomava sorvete, do rosto do seu melhor amigo. Eu sou toda a sua infância.
Eu faço parte das pessoas que consomem artigos de luxo, bolsas da Prada e roupas da D&G. Eu faço parte do luxo das senhoras de NY, dos corrões que os empresários dirigem. Eu faço parte do pequeno grupo de pessoas que recebem a maior parte do dinheiro mundial. Eu faço parte das presidências em todo o mundo. Eu faço parte do consumismo e do exagero. Eu sou todas as coisas fúteis.
Eu faço parte da inveja que mata, da ira que consome, da luxúria que devora, da avareza que arrasta. Eu faço parte da vaidade das mulheres, da preguiça dos gordos, da gula das anoréxicas. Eu sou todos os pecados.
Eu faço parte das fotos amareladas, das conversas esquecidas, dos tempos de outrora. Eu faço parte da música lenta e dos anos noventa, eu faço parte daquilo que fica bem dentro da meméria. Eu faço parte daquilo que guardamos dentro do armário, do vestido de criança, das histórias guardadas em túlmulos, de tudo aquilo que se perdeu. Eu sou todo o passado.
Eu faço parte da inocência das crianças, do sorriso dos sem dentes. Eu faço parte do medo que a morte tem, eu faço parte da crença dos humildes e da esperteza dos ladrões. Eu faço parte das promessas dos presidentes, da fome na àfrica, da miséria dos brasileiros, eu faço parte dos amantes que olham para a lua, e dos que ficaram cegos por olhar demais para o sol. Eu faço parte das rodas de conversa no botequim, da olhada na janela, do eterno dilema entre o "ser ou não ser". Eu tenho em mim todos os pecados e todas as virtudes, todo o mundo em minhas mãos, porque eu sou um pouco Deus também. Eu sou todos os humanos.
domingo, 17 de outubro de 2010
Recado de Teteu
Não, não acabou. E nem acabará. É meio estranho pensar sobre a humanidade, a vida. Pessoas vão e vem a todo momento. Algumas simplesmente desaparecem, sem mais nem menos... Outras demoram a desaparecer. Permanecem na memória por muito tempo... Mas aí entra um novo personagem na história. Sr. Tempo. Importante, admito, o que seria de nós sem ele. Sem ele... Enquanto lembrava de belos momentos vividos, pessoas que nunca serão esquecidas, - Pelo menos é o que eu pensava. - veio sua imagem na minha cabeça. "Teteeeeeu". Um enorme sorriso se abria na minha face quando via aquela garota loira correndo meio atrapalhada na minha direção. Quantas conversas divertidas nos bancos, perto da sala do padre. Amizade. Amor. Então veio a realidade. Cada um seguiu seu caminho. Senhor Tempo mais uma vez mostra sua cara, junto com a Dona Borracha, apagando tudo no caminho. Tristeza. Saudade. Sentimentos confundidos e se misturando no meu coração. Então, no meio da névoa, surge um nome, resumindo tudo. "Fernanda". Coração acelera. Impossível imaginar como nos distanciamos tanto. Tantos momentos bons, simplesmente ignorados.Prazer, Matheus. Não sei se nós já nos conhecemos, mas gostaria muito de te conhecer.. Novamente.
Antes que eu esqueça, a piscina de chocolate ainda está de pé. Se você ainda quiser, claro.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Carta aos presidenciáveis.
Caros presidenciáveis, ouço vocês falando em progresso, em melhorias, em costrução de escolas e benefícios para a população, mas de onde vai sair esse dinheiro? Do bolso dos trabalhadores que mal sustentam a família? Ou esse dinheiro sairá das maletas de dinheiro que foram roubados por seus colegas de partido e profissão?
Ouço vocês falando em progresso, mas esse progresso será só da insdústria? Esse progresso será socialmente também? Vocês vão respeitar o meio ambiente enquanto o "progresso" estiver acontecendo? Ouço a palavra "sustentabilidade", mas vocês ao menos sabem o que ela significa? Vocês saberão por em prática? Porque falar é muito fácil, em toda campanha eleitoral falam a mesma coisa.
Vocês sabem o que é justiça? Será que é justo um trabalhador passar dez horas numa plantação de cana com um facão nas costas e as mãos cheias de calos para ganhar um salário mínimo? Será justo que, enquanto isso, você e seus colegas de profissão se reunam semanalmente, quando muito, para fingirem que tomam decisões sobre coisas que vocês figem ser importantes e para isso ganham milhões? Será justo um país onde as crianças é que sustentam as casas? Porque, caso vocês não saibam, 200 mil crianças e adolescentes brasileiros sustentam as familias.
Presidenciáveis, eu escuto vocês falando de mudanças, mas que mudanças serão essas? Vocês vão, finalmente, fazer com que o governo e o sistema respeitem os direitos humanos? Vão aumentar o emprego e tirar as pessoas das ruas? Essas mudanças atingirão só as camadas mais ricas? Essas mudanças vão favorecer a quem? Porque mudar é fácil, mas mudar para melhor que é complicado.
Sabe, presidenciáveis, até agora eu só tenho visto, nas suas campanhas políticas, vocês se alfinetarem e mostrarem os pontos negativos um do outro. Quando é que vocês mostrarão suas propostas, os seus pntos positivos? Quando vocês mostraram interesse pelos brasileiros e deixarão de implicar, e fazer guerrinhas como crianças de cinco anos? Eu espero que logo, porque enquanto vocês brigam e fazem propagandas negativas do outro a gente espera para saber quem será o novo presidente com a certeza de que escolhemos mal.
Atenciosamente,
Fernanda.
Ouço vocês falando em progresso, mas esse progresso será só da insdústria? Esse progresso será socialmente também? Vocês vão respeitar o meio ambiente enquanto o "progresso" estiver acontecendo? Ouço a palavra "sustentabilidade", mas vocês ao menos sabem o que ela significa? Vocês saberão por em prática? Porque falar é muito fácil, em toda campanha eleitoral falam a mesma coisa.
Vocês sabem o que é justiça? Será que é justo um trabalhador passar dez horas numa plantação de cana com um facão nas costas e as mãos cheias de calos para ganhar um salário mínimo? Será justo que, enquanto isso, você e seus colegas de profissão se reunam semanalmente, quando muito, para fingirem que tomam decisões sobre coisas que vocês figem ser importantes e para isso ganham milhões? Será justo um país onde as crianças é que sustentam as casas? Porque, caso vocês não saibam, 200 mil crianças e adolescentes brasileiros sustentam as familias.
Presidenciáveis, eu escuto vocês falando de mudanças, mas que mudanças serão essas? Vocês vão, finalmente, fazer com que o governo e o sistema respeitem os direitos humanos? Vão aumentar o emprego e tirar as pessoas das ruas? Essas mudanças atingirão só as camadas mais ricas? Essas mudanças vão favorecer a quem? Porque mudar é fácil, mas mudar para melhor que é complicado.
Sabe, presidenciáveis, até agora eu só tenho visto, nas suas campanhas políticas, vocês se alfinetarem e mostrarem os pontos negativos um do outro. Quando é que vocês mostrarão suas propostas, os seus pntos positivos? Quando vocês mostraram interesse pelos brasileiros e deixarão de implicar, e fazer guerrinhas como crianças de cinco anos? Eu espero que logo, porque enquanto vocês brigam e fazem propagandas negativas do outro a gente espera para saber quem será o novo presidente com a certeza de que escolhemos mal.
Atenciosamente,
Fernanda.
domingo, 3 de outubro de 2010
Sobre o que me falam
Existem garotas seminuas vagando pelas ruas, existem meninos sendo arrastados por mais de seis metros por carros, existem bares cheios de velhos que planejam novas guerras, existem tiroteios em frente à igreja, mas as pessoas da televisão dizem que está tudo bem e que tudo pode se resolver se você comprar o novo apartamento na zona privilegiada da sua cidade, com dois ou três quartos.
Para mim o mundo está se acabando, tudo está andando para trás em câmera lenta e de cabeça para baixo. A política que deveria ser algo sério se torna mais engraçada que programa de comédia, o horário eleitoral é a hora que se reune toda a família em volta da televisão para rir durante uma hora dos melhores comediantes do Brasil. Todo mundo diz que morro, favela é lugarde ladrão, lugar de traficante, entretanto temos a maior prisão ao ar livre do mundo e mandamos novos corruptos para ela de quatro em quatro anos. Entretanto as pessoas anuciam que tudo está bem e que as coisas não podiam estar melhores, os otimistas acham exatamente isso, enquanto os pessimistas tem certeza...
Anunciam que está tudo bem, e enquanto esses anuncios passam uma menina enfia o dedo na garganta, um menino é estrupado e uma familia toda é morta por causa de cinquenta reais. E quem se importa com o menino que foi arrastado por seis metros, ou a menina jogada do sexto andar quando se pode emagrecer seis quilos usando a cinta modeladora do Dr. Hollywood? E quem se importa se as promessas não são cumpridas quando se ganha vinte reais para votar em um candidato? E quem se importa se o dinheiro das campanahas dos politicos são tirados de nossos bolsos? Eles me dizem que está tudo bem, e eu acredito, tudo que falam na televisão é o certo, em tudo isso é real.
Me disseram que vão dar mais direitos aos trabalhadores, que vão aumentar os salários e a aposentadoria. Me disseram que vão melhorar a educação e educar o meninos mais pobres que nós, me falaram que vão reformar o país e dar água a todo esse povo. Disseram que vai havar progresso, que o país vai enrriquecer e que esse dinheiro vai trazer vantagens que beneficiarão o povo. Me disseram que a saúde vai melhorar e que os sertanejos poderão cuidar de seus filhos. Disseram que todo brasileiro vai ter comida na mesa, que todos terão trabalho, que os impostos vão diminuir. Me disseram que não vai haver miséria e que o país vai ter empresas sustentáveis... Mas espera, isso não foi o que disseram à quatro anos? Não foi isso que falaram na tv?
Porque o povo tem memória curta, pouco dinheiro, medo de opinar e buscar os direitos. Porque o povo vota em quem lhe dá dinheiro ou garente emprego, porque o povo não sabe votar, não pensa no "longo prazo", porque o povo ainda não aprendeu com o erro... Porque o povo se ilude demais. Porque o povo vai passar os próximos quatro anos reclamando do governo, para depois escolher errado denovo para poder reclamar por mais quatro anos e a gente nunca vota certo só para poder reclamar. E a gente empurra com a barriga cheia de vermes o futuro do pais...
Para mim o mundo está se acabando, tudo está andando para trás em câmera lenta e de cabeça para baixo. A política que deveria ser algo sério se torna mais engraçada que programa de comédia, o horário eleitoral é a hora que se reune toda a família em volta da televisão para rir durante uma hora dos melhores comediantes do Brasil. Todo mundo diz que morro, favela é lugarde ladrão, lugar de traficante, entretanto temos a maior prisão ao ar livre do mundo e mandamos novos corruptos para ela de quatro em quatro anos. Entretanto as pessoas anuciam que tudo está bem e que as coisas não podiam estar melhores, os otimistas acham exatamente isso, enquanto os pessimistas tem certeza...Anunciam que está tudo bem, e enquanto esses anuncios passam uma menina enfia o dedo na garganta, um menino é estrupado e uma familia toda é morta por causa de cinquenta reais. E quem se importa com o menino que foi arrastado por seis metros, ou a menina jogada do sexto andar quando se pode emagrecer seis quilos usando a cinta modeladora do Dr. Hollywood? E quem se importa se as promessas não são cumpridas quando se ganha vinte reais para votar em um candidato? E quem se importa se o dinheiro das campanahas dos politicos são tirados de nossos bolsos? Eles me dizem que está tudo bem, e eu acredito, tudo que falam na televisão é o certo, em tudo isso é real.
Me disseram que vão dar mais direitos aos trabalhadores, que vão aumentar os salários e a aposentadoria. Me disseram que vão melhorar a educação e educar o meninos mais pobres que nós, me falaram que vão reformar o país e dar água a todo esse povo. Disseram que vai havar progresso, que o país vai enrriquecer e que esse dinheiro vai trazer vantagens que beneficiarão o povo. Me disseram que a saúde vai melhorar e que os sertanejos poderão cuidar de seus filhos. Disseram que todo brasileiro vai ter comida na mesa, que todos terão trabalho, que os impostos vão diminuir. Me disseram que não vai haver miséria e que o país vai ter empresas sustentáveis... Mas espera, isso não foi o que disseram à quatro anos? Não foi isso que falaram na tv?
Porque o povo tem memória curta, pouco dinheiro, medo de opinar e buscar os direitos. Porque o povo vota em quem lhe dá dinheiro ou garente emprego, porque o povo não sabe votar, não pensa no "longo prazo", porque o povo ainda não aprendeu com o erro... Porque o povo se ilude demais. Porque o povo vai passar os próximos quatro anos reclamando do governo, para depois escolher errado denovo para poder reclamar por mais quatro anos e a gente nunca vota certo só para poder reclamar. E a gente empurra com a barriga cheia de vermes o futuro do pais...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Para o Pierrot
Então o Pierrot me disse que ao seu redor ele via todos os amores do mundo, via os olhares encantados dos amantes e o riso eterno dos apaixonados. Ele via a beleza do amor, mas não sabia como era ser amado, afinal a Colombina jamais lhe cedera o coração.
Ele escrevia poemas na esperança de um dia ela lê-los e apaixonar-se por ele. Escrevia poemas de amor, de um amor belo e eterno, escrevia sobre o amor que ardia em seu peito e que guardava para si, talvez por medo, talvez por insegurança ou talvez simplismente porque fosse egoísta e quissesse só para si aqueles versos mágicos capazes de encantar corações de pedras, que faziam todos acreditar no amor, até os que diziam que ele não existe.
Certa vez o Pierrot resolveu mostrar para a sua amada um poema ao qual lhe dera o nome e a Colombina o desprezou. Talvez ela tivesse o coração de pedra, talvez fosse incapaz de perceber o amor que transbordava daquelas palavras e das mãos tremulas do Pierrot ao lhe entregar a folha, ela era incapaz de ver o amor que lhe enchia os olhos ao vê-la. Talvez ela só fosse muito apaixonada pelo Arlequim e por isso o amor que ela sentia por ele o cegava para qualquer outro.
Sendo assim, o Pierrot fez-se triste, fez-se solitário, fez-se velho. Passou de uma criança apaixonada para um velho triste e pessimista. Ele se encheu de vícios e melancolias. Trancou-se num mundo imaginário com seus poemas e pensamentos negativos alheio a qualquer pensamento positivo sobre o amor. Assim passou-se o tempo e a amardura que criara para o seu coração enferrujou e se quebrou aos poucos. O velho triste foi cedendo espaço para a criança que ali dormia, mas bem lentamente. Essa criança era sonhadora como todas as crianças, tinha esperanças e acreditava em dias melhores. O velho foi sendo ajudado pela criança e assim realizou pequenos milagres como acabar com vícios e dar fins felizes para poemas que há muito só sabiam terminar com fins trágicos.
O velho aprendeu a sorrir com a criança e a criança aprendeu a controlar-se com o velho.
Assim passou o tempo. Às vezes vejo no Pierrot uma criança de olhos sonhadores, às vezes vejo um velho com aqueles olhos tristes de quem já viu de tudo. Às vezes seu sorriso demonstra uma alegria típica das crianças e às vezes o seu silêncio conta as histórias de uma vida de tristezas. Às vezes eu não sei quem ele é, e outras vezes tenho certeza de quem é. Mas, afinal, ele sempre será um eterno amante procurando ter em seus braços um coração- em qe para isso ele tenha de arrancar o próprio. Mas na verdade o que ele quer mesmo é o coração de uma moça que ele não sabe nem o nome, nem se ela vai desprezá-lo, mas que ele sabe que a ama.
P.S: Fiz esse texto para um amigo, espero que você goste. Se não, deixarei aqui, porque ele me faz lembrar de você, de suas histórias, suas melancolias,suas alegrias e seus amores.
Ele escrevia poemas na esperança de um dia ela lê-los e apaixonar-se por ele. Escrevia poemas de amor, de um amor belo e eterno, escrevia sobre o amor que ardia em seu peito e que guardava para si, talvez por medo, talvez por insegurança ou talvez simplismente porque fosse egoísta e quissesse só para si aqueles versos mágicos capazes de encantar corações de pedras, que faziam todos acreditar no amor, até os que diziam que ele não existe.
Certa vez o Pierrot resolveu mostrar para a sua amada um poema ao qual lhe dera o nome e a Colombina o desprezou. Talvez ela tivesse o coração de pedra, talvez fosse incapaz de perceber o amor que transbordava daquelas palavras e das mãos tremulas do Pierrot ao lhe entregar a folha, ela era incapaz de ver o amor que lhe enchia os olhos ao vê-la. Talvez ela só fosse muito apaixonada pelo Arlequim e por isso o amor que ela sentia por ele o cegava para qualquer outro.
Sendo assim, o Pierrot fez-se triste, fez-se solitário, fez-se velho. Passou de uma criança apaixonada para um velho triste e pessimista. Ele se encheu de vícios e melancolias. Trancou-se num mundo imaginário com seus poemas e pensamentos negativos alheio a qualquer pensamento positivo sobre o amor. Assim passou-se o tempo e a amardura que criara para o seu coração enferrujou e se quebrou aos poucos. O velho triste foi cedendo espaço para a criança que ali dormia, mas bem lentamente. Essa criança era sonhadora como todas as crianças, tinha esperanças e acreditava em dias melhores. O velho foi sendo ajudado pela criança e assim realizou pequenos milagres como acabar com vícios e dar fins felizes para poemas que há muito só sabiam terminar com fins trágicos.
O velho aprendeu a sorrir com a criança e a criança aprendeu a controlar-se com o velho.
Assim passou o tempo. Às vezes vejo no Pierrot uma criança de olhos sonhadores, às vezes vejo um velho com aqueles olhos tristes de quem já viu de tudo. Às vezes seu sorriso demonstra uma alegria típica das crianças e às vezes o seu silêncio conta as histórias de uma vida de tristezas. Às vezes eu não sei quem ele é, e outras vezes tenho certeza de quem é. Mas, afinal, ele sempre será um eterno amante procurando ter em seus braços um coração- em qe para isso ele tenha de arrancar o próprio. Mas na verdade o que ele quer mesmo é o coração de uma moça que ele não sabe nem o nome, nem se ela vai desprezá-lo, mas que ele sabe que a ama.
P.S: Fiz esse texto para um amigo, espero que você goste. Se não, deixarei aqui, porque ele me faz lembrar de você, de suas histórias, suas melancolias,suas alegrias e seus amores.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
De um amigo
São raros os amigos que merecem essa confiança
São esses amigos que ficarão pra sempre,
Guardados de lembrança.
Seja você de qualquer idade,
Idoso , adulto ou criança.
São esse amigos que ainda lhe darão,
Algo que se chama esperança...
(Raí Barreto)
Eu gostei e está aqui.
Os sem voz
É certo que sabemos os problemas do mundo,os jornais não param de noticiar, é certo também que nos preocupamos com eles e nos comovemos ao ver imagens de pessoas mortas. Infelizmente isso acaba se tornando banal pra gente, porque vemos morte, mortes e mais mortes e nos acostumamos. Acomodamo-nos em saber das notícias ruins, comentar sobre elas e esquecê-las dentro de uma semana. Tudo ao nosso redor se torna insignificande e nos concentramos na órbita do nosso umbigo.
Venho falar pelos sem voz. Pelas crianças que morrerm todos os dias na calçada da sua rua, na África e nas favelas das megacidades. Então tu me perguntas: "Por que esse interesse todo nas crianças?" Talvez porque acredite que as crianças são o presente do mundo e a única esperança para o futuro, talvez porque as crianças não tenham maldade e tenham a cabeça aberta para tudo. Ou talvez simplismente porque as crianças saibam amar. Enfim, venho falar pelas milhões de crianças que morrem anualmente de fome, de doenças, que morrem pela sociedade e por suas mãos.
Existem crianças que fazem fila para pegar um pedaço de pão dormido, para que assim possam acalmar os gritos de fome. Existem crianças que dormem no asfalto frio sem nem ao menos ter uma mãe do lado que lhe aqueça, existem crianças que pedem a Deus para terem uma família ou um pouco de comida, existem crianças mundo à fora que não dormem com medo da morte, da fome, da miséria, e os que dormem sonham em quando acordar perceber que tudo não passou de um pesadelo, mas eles vivem esse pesadelo todos os dias.
Venho falar em nome da enorme massa invisível que ingoramos todos os dias e que todos os dias batem a nossa porta. Venho falar em nome das crianças que não tem o que comer, que nem beberam o leite das próprias mães. Venho falar em nome das crianças que se perguntam todos os dias se Deus tem um lugar pra elas no céu. Venho falar em nome das crianças que se matam em nome de uma religião, que colocam bombas nas roupas e acham que com isso vão ganhar um lugar no céu, pois elas estão fazendo a coisa certa, As crianças são incocentes. Venho falar em nome de todas as pessoas que morreram hoje sozinhas.
Poderia dizer mil coisas, falar em todas as línguas, mas isso de nada adiantará se você não entender as crianças ou se você não souber olhar as coisas sobre uma ótica diferente, com os olhos de um poeta ou de um revolucionário. Porque dizer que quer mudar o mundo é fácil, é muito fácil, mas pra mudar o mundo temos que ter atitudes e a primeira delas é enxergar o mundo.
Venho falar pelos sem voz. Pelas crianças que morrerm todos os dias na calçada da sua rua, na África e nas favelas das megacidades. Então tu me perguntas: "Por que esse interesse todo nas crianças?" Talvez porque acredite que as crianças são o presente do mundo e a única esperança para o futuro, talvez porque as crianças não tenham maldade e tenham a cabeça aberta para tudo. Ou talvez simplismente porque as crianças saibam amar. Enfim, venho falar pelas milhões de crianças que morrem anualmente de fome, de doenças, que morrem pela sociedade e por suas mãos.
Existem crianças que fazem fila para pegar um pedaço de pão dormido, para que assim possam acalmar os gritos de fome. Existem crianças que dormem no asfalto frio sem nem ao menos ter uma mãe do lado que lhe aqueça, existem crianças que pedem a Deus para terem uma família ou um pouco de comida, existem crianças mundo à fora que não dormem com medo da morte, da fome, da miséria, e os que dormem sonham em quando acordar perceber que tudo não passou de um pesadelo, mas eles vivem esse pesadelo todos os dias.
Venho falar em nome da enorme massa invisível que ingoramos todos os dias e que todos os dias batem a nossa porta. Venho falar em nome das crianças que não tem o que comer, que nem beberam o leite das próprias mães. Venho falar em nome das crianças que se perguntam todos os dias se Deus tem um lugar pra elas no céu. Venho falar em nome das crianças que se matam em nome de uma religião, que colocam bombas nas roupas e acham que com isso vão ganhar um lugar no céu, pois elas estão fazendo a coisa certa, As crianças são incocentes. Venho falar em nome de todas as pessoas que morreram hoje sozinhas.
Poderia dizer mil coisas, falar em todas as línguas, mas isso de nada adiantará se você não entender as crianças ou se você não souber olhar as coisas sobre uma ótica diferente, com os olhos de um poeta ou de um revolucionário. Porque dizer que quer mudar o mundo é fácil, é muito fácil, mas pra mudar o mundo temos que ter atitudes e a primeira delas é enxergar o mundo.
Estamos tão acostumados em viver no nosso universo particular que esquecemos que existe um mundo lá fora e que nesse mundo prevalece uma realidade dura e cruel, onde as pessoas são tratadas como animais. Nesse mundo há violência, fome, miséria e elas constantemente estão presentes nas nossas vidas. No mundo em que vivemos dizemos que as crianças são o futuro do planeta, o futuro da nação, mas as nossas crianças estão morrendo e a gente não faz nada.
P.S: você já deve ter visto essa foto zilhões de vezes. O urubu espera a criança morrer para comer seu corpo. Essa foto sempre me choca e me revolta. Não sei, mas acho essa uma boa maneira de terminar.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Sobre os sonhos.
Desde pequenos planejamos, mesmo que inconscientemente, o nosso futuro. Dizemos que vamos ser médicos, astronautas ou bailarinas. Sonhamos com isso, e por sonhar demais quase acreditamos que aquilo é real. Fazemos milhões de planos impossíveis e acreditamos neles, porque quando se é criança tudo é possível. Depois, por volta dos sete anos, dizemos que a nossa melhor amiga vai ser a madrinha do nossos filhos, dividimos um sorvete com os amigos e brincamos de esconde-esconde e isso nos faz acrditar que seremos amigosdaquelas pessoas para sempre , e isso nos faz sorrir. Porque isso é a infância, acreditar que tudo seja simples, que tudo seja fácil e que tudo seja real. Na infância criamos nossos primeiros sonhos. Viajar para à lua, capturar uma estrela, participar de uma fita da Xuxa, encontrar fantasmas no banheiro da escola... Nada é impossível.Então crescemos e deixamos de acreditar nos nossos, agora, idiotas sonhos de criança. Deixamos de acreditar que somos super heróis e passamos a sonhar com coisas mais possíveis, mas prováveis e menos divertidas. Passamos a ter nossos sonhos "sugados" pela realidade, e não nos sentimos incomodados com isso. Sonhamos em encontrar um grande amor, passar no primeiro vestibular, viajar o mundo, conhecer a casa da Julieta ou ir a um cabaré. Sonhamos com coisas realizáveis, mas mesmo assim elas nos parecem distantes porque não acreditamos inteiramente nelas. Perdemos o contato com os nossos amigos de infância, perdemos o contato com as "futuras madrinhas" dos nossos filhos, perdemos o contato com a parte mais pura da nossa vida, era só o que faltava depois de perder os sonhos.
Quando viramos adultos deixamos de acreditar em sonhos, porque sonhos são coisas pra crianças, agora somos pessoas sérias, com os nossos trabalhos sérios, uniformes, números e reuniões sérias até tarde. Somos pessoas ocupada que relaxam em bares, que se desestressam acabando com os pulmões. Somos pessoas ocupadas demais pra planejar o futuro, porque temos que fazer relatórios, temos de nos organizar e organizar as apresentações, marcar reuniões, encontrar novos contatos... Agora só temos planos, planos e mais planos. Planos são os sonhos que não acreditamos que vão se realizar e sempre adiamos. Temos o plano e ter filhos, casar, encontrar um emprego melhor... Planejamos o futuro e sempre adiamos. A gente poem na cabeça a ideia de que nossa vida toda foi pra ter esses planos e para realizá-los, se nos perguntarem quais são os nossos saberemos dizer facilmente, mas se perguntarem quando pretendemos realizá-los inventamos uma desculpa e mudamos de assunto. Então a gente pergunta quais são os planos dos nossos filhos e eles nos contam as coisas absurdas que sonham com brilho nos olhos, e o invejamos por eles terem a capacidade de acreditar nisso, invejamos as crianças e não fazemos nada para sermos um pouco mais parecidas com elas, porque hoje somos adultos e temos responsabilidades.
Talvez você case em Vegas, talvez você tenha filhos aos dezoito anos, talvez você seja presidente dos Estados unidos, talvez você seja jogador de futebol, talvez você seja fisico quântico, ou astronouta. Talvez você faça algo importante e ganhe o prêmio Nobel da paz, talvez não, talvez você morra aos vinte e cincos anos ou não. Talvez você encontre a metade da sua laranja... Talvez... Por enquanto é um talvez, mas se acreditarmos isso vira fato.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Sobre o desconcerto do mundo.
Ligo a televisão e, no jornal, está passando a nóticia do pai que jogou a filha do sexto andar, mais um vez. Passa-se o choro da mãe, a comoção da população, a negação do pai, e tudo isso gera audiência e tudo isso causa espanto nas pessoas e tudo isso é esquecido meses depois. Mudo de canal, passa uma reportagem sobre cirurgias plásticas, sobre como fazer um implante de silicone perfeito e como perder aquela borda de catupiri que temos ao redor da cintura, e tudo isso me dá nojo, toda essa futilidade das pessoas, tudo que elas fazem para ter um corpo perfeito e como param de comer, como se submetem a cinco horas de cirurgia para por nos peitos coisas molengas. Então mudo de canal de novo e passa um noticiário sobre a destruição do homem e do planeta. Desligo a tv, pois não preciso desse noticiário para saber como o nosso planate tem andado e qual será o futuro dele. Saio pelas ruas.
Na primeira esquina vejo um homem pedindo esmola, todos passam por ele e o ignoram, como se em seu lugar houvesse um nada, como se ele não fosse um homem e sim um obstáculo no cominho do trabalho, do almoço ou da casa. As pessoas não veem mais as outras. Caminho e vejo uma réplica da mesma cena, milhões de pessoas dormem nas ruas sem ter o mínimo de higiênie ou saúde. Centenas de idosos dormem ao relento, dormem sobre o sol ou sobre as tempestades, dormem sem ter o que comer e escutam o ronco das barrigas de seus filhos à noites sem nada poder fazer, porque ninguém os ajuda, ninguém ajuda os obstáculos. Na orla da praia vejo uma aglomeração e vou ver do que se trata. Mais um pinguim que se perdeu e chegou ao litoral brasileiro. As pessoas ficam loucas querendo saber o que podem fazer para ajudar o pegueno pinguim idiota e ninguém se toca que do outro lado da rua havia um mendigo morto. Alguns até lhe lançam um olhar de desprezo, como se ele estragasse aquele momento sublime do pinguim. Porque as pessoas só se incomodam com aquilo que é distante, com o que não as atinge, com o que elas não veem todo dia.
Os pinguins nos comovem muito mais do que as crianças que pedem dinheiro no sinal. A fome da África é muito mais importante do que o menino do centro da cidade que morreu sem ter o que comer e as milhões de crianças que morrem no Brasil pelo mesmo motivo. A gente sempre gosta mais daquilo que não conhecemos bem, esse é o nosso mal.
Parece que a Terra está girando ao contrário, houve uma inversão de valores, as pessoas não respeitam as outras, nem respeitam a si próprias. A edução não é mais importante, em seu lugar o dinheiro é supervalorizado. Mas o dinheiro não compra respeito, nem caráter. O dinheiro pode impor medo, submissão, mas não há dinheiro no mundo que compre a maturidade. O amor deixou de ser importante para as pessoas, hojes elas só amam a si próprias e figem amar as outras. Parece que o mundo está regredindo, os homens se comportam como macacos e eu vejo o desconcerto do mundo. O mundo vira um inferno e queima as nossas vidas, e queima nossos sonhos. E nós queimamos nosso dinheiro.
Na primeira esquina vejo um homem pedindo esmola, todos passam por ele e o ignoram, como se em seu lugar houvesse um nada, como se ele não fosse um homem e sim um obstáculo no cominho do trabalho, do almoço ou da casa. As pessoas não veem mais as outras. Caminho e vejo uma réplica da mesma cena, milhões de pessoas dormem nas ruas sem ter o mínimo de higiênie ou saúde. Centenas de idosos dormem ao relento, dormem sobre o sol ou sobre as tempestades, dormem sem ter o que comer e escutam o ronco das barrigas de seus filhos à noites sem nada poder fazer, porque ninguém os ajuda, ninguém ajuda os obstáculos. Na orla da praia vejo uma aglomeração e vou ver do que se trata. Mais um pinguim que se perdeu e chegou ao litoral brasileiro. As pessoas ficam loucas querendo saber o que podem fazer para ajudar o pegueno pinguim idiota e ninguém se toca que do outro lado da rua havia um mendigo morto. Alguns até lhe lançam um olhar de desprezo, como se ele estragasse aquele momento sublime do pinguim. Porque as pessoas só se incomodam com aquilo que é distante, com o que não as atinge, com o que elas não veem todo dia.
Os pinguins nos comovem muito mais do que as crianças que pedem dinheiro no sinal. A fome da África é muito mais importante do que o menino do centro da cidade que morreu sem ter o que comer e as milhões de crianças que morrem no Brasil pelo mesmo motivo. A gente sempre gosta mais daquilo que não conhecemos bem, esse é o nosso mal.
Parece que a Terra está girando ao contrário, houve uma inversão de valores, as pessoas não respeitam as outras, nem respeitam a si próprias. A edução não é mais importante, em seu lugar o dinheiro é supervalorizado. Mas o dinheiro não compra respeito, nem caráter. O dinheiro pode impor medo, submissão, mas não há dinheiro no mundo que compre a maturidade. O amor deixou de ser importante para as pessoas, hojes elas só amam a si próprias e figem amar as outras. Parece que o mundo está regredindo, os homens se comportam como macacos e eu vejo o desconcerto do mundo. O mundo vira um inferno e queima as nossas vidas, e queima nossos sonhos. E nós queimamos nosso dinheiro.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Sobre as crianças
Se você pensar bem todo mundo tem dias ruins. Todo mundo tem problemas, calos nos pés, sonhos impossíveis na cabeça, dor nas costas, enxaqueca, problemas e coração partido, só a criança não tem. Porque é nessa fase, a mais sublime da vida, que acreditamos que podemos fazer tudo, que não sabemos o que é amor e que nunca temos problemas, pois não paramos pra pensar neles.
Pensando bem, todo mundo tem dias ruins, vontade de tomar um porre, vontade se explodir o mundo e cometer todos os erros do mundo antes de morrer. Todo mundo tem os sete pecados em si, só a criança não tem.
Todo mundo tem medo de morrer, medo do fim do mundo e da violência, a criança não tem. Porque os ataques terroristas são menos assustadores que o bicho papão, o boi da cara preta e o homem do saco.
Porque nunguém mais tem paciência para ouvir os contos de fadas e as histórinhas, por isso só as crianças sabem o verdadeiro valor que as coisas tem, só elas sabem apreciar o que realmente é belo. Só as crianças conseguem rir quando não se faz nada engraçado.
Mas existe uma coisa chamada tempo, e esse tempo faz as crianças crescerem e se tornarem adoslecentes que descobrem o que é paixão, que na verdade eles PENSAM ser amor, descobrem que existem outras histórias, que não contos que fadas, histórias que não tem nada a oferecer além de obscenidade, sexo, drogas e rock'n'roll. Eles deixam de ver as coisas belas para ver jornais, mortes e a vizinha ao lado. Conhecem o mundo e esquecem do universo que eles imaginaram existir em baixo da cama e se tornam mais uma pessoa igual num mundo igual.
Quando crescem, as crianças criam ideias sobre tristeza e alegria que não existiam antes e a tristeza ocupa o lugar que antes pertencia só à alegrias. Os sonhos que antes eram com pilhas de sorvete se transforam em sonhos com namorados. Perde-se o tempo para prestar antenção em coisas simples e achar beleza nelas, assim nossos adolescentes viram adultos frios, que perderam o dom do riso. E assim se vai mais uma geração de sonhos afogados pelo sistema.
Por favor adultos, sejam crianças de novo.
Não falo na intenção de não termos responsabilidades, mas só peço para não nos tornarmos escravos delas.
Pensando bem, todo mundo tem dias ruins, vontade de tomar um porre, vontade se explodir o mundo e cometer todos os erros do mundo antes de morrer. Todo mundo tem os sete pecados em si, só a criança não tem.
Todo mundo tem medo de morrer, medo do fim do mundo e da violência, a criança não tem. Porque os ataques terroristas são menos assustadores que o bicho papão, o boi da cara preta e o homem do saco.
Porque nunguém mais tem paciência para ouvir os contos de fadas e as histórinhas, por isso só as crianças sabem o verdadeiro valor que as coisas tem, só elas sabem apreciar o que realmente é belo. Só as crianças conseguem rir quando não se faz nada engraçado.
Mas existe uma coisa chamada tempo, e esse tempo faz as crianças crescerem e se tornarem adoslecentes que descobrem o que é paixão, que na verdade eles PENSAM ser amor, descobrem que existem outras histórias, que não contos que fadas, histórias que não tem nada a oferecer além de obscenidade, sexo, drogas e rock'n'roll. Eles deixam de ver as coisas belas para ver jornais, mortes e a vizinha ao lado. Conhecem o mundo e esquecem do universo que eles imaginaram existir em baixo da cama e se tornam mais uma pessoa igual num mundo igual.
Quando crescem, as crianças criam ideias sobre tristeza e alegria que não existiam antes e a tristeza ocupa o lugar que antes pertencia só à alegrias. Os sonhos que antes eram com pilhas de sorvete se transforam em sonhos com namorados. Perde-se o tempo para prestar antenção em coisas simples e achar beleza nelas, assim nossos adolescentes viram adultos frios, que perderam o dom do riso. E assim se vai mais uma geração de sonhos afogados pelo sistema.
Por favor adultos, sejam crianças de novo.
Não falo na intenção de não termos responsabilidades, mas só peço para não nos tornarmos escravos delas.
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Sobre boas maneiras
Todos querem que você seja sempre sorrisos o tempo todo, querem que você seja educada, tenha boas maneiras, trate os outros bem, faça perguntas educatas e mantenha um diálogo fluente para não pensarem que você é antipática. Todos lhe combram regras de boas maneiras. "Não mastigue de boca aberta!", "Feche as pernas, menina! Mocinhas sentam com as pernas cruzadas!", "Não ria alto demais", "Não fale demais, escute os outros", "Não ponha muita comida no prato", "Não faça cara feia. E dai que você não gosta?" "Não faça isso, não faça aquilo... blablablá...."
Mas ser feliz o tempo todo cansa. Ninguém é simpático ou educado sempre.Às vezes as pessoas explodem, falam palavrão, xingam o mundo. Às vezes tudo que a gente quer é explodir o universo e pegar um lugar na primeira fila para ver o show que vai ser quando ele estiver acabando. Às vezes a gente simplismente não quer falar com os outros para não gritar, às vezes a gente fica triste, mas, às vezes, as pessoas não entendem. Para falar a verdade, elas , quase, nunca entendem.
E se um dia você não sorri já comentam: "Você está muito chato hoje!" ou então "O que aconteceu? Você tá triste?". 'Não, eu tenho vida, sabe? E não sou uma máquina, minha vida não é um livro de histórias infantis no qual tudo dá certo e o desenho é sempre com um sorrisinho' você pensa mais não diz.Então você diz que não é nada ou inventa uma desculpa qualquer para essas mesma pergunta que se repete mil vezes ao dia.
Seria realmente ótimo se nós tivessemos um botãozinho que ligasse a felicidade, mas não temos. Ficamos putos, putos com a família, com o mundo, o gaverno, a televisão, o aquecimento global, a fome, a falta de dinheiro, as catástrofes ambientais, com o governo denovo. Sim, ficamos putos, revoltados porque somos humanos, por mais que muitas das vezes esqueçamos isso.
Não vou deixar de sentar com as pernas abertas, não vou rir baixo, não vou manter um diálogo com quem eu não acho interessante somente por educação. Eu vo continuar a mastigar de boca aberta, vou falar alto e bastante só para irritar. Eu não sou um bom exemplo e não quero que as crianças se inspirem em mim, eu só quero ser eu mesma.
Às vezes tenho vontade de mandar todo mundo que manda eu ser educada se danar, mas sou educada demais para fazer isso.
Mas ser feliz o tempo todo cansa. Ninguém é simpático ou educado sempre.Às vezes as pessoas explodem, falam palavrão, xingam o mundo. Às vezes tudo que a gente quer é explodir o universo e pegar um lugar na primeira fila para ver o show que vai ser quando ele estiver acabando. Às vezes a gente simplismente não quer falar com os outros para não gritar, às vezes a gente fica triste, mas, às vezes, as pessoas não entendem. Para falar a verdade, elas , quase, nunca entendem.
E se um dia você não sorri já comentam: "Você está muito chato hoje!" ou então "O que aconteceu? Você tá triste?". 'Não, eu tenho vida, sabe? E não sou uma máquina, minha vida não é um livro de histórias infantis no qual tudo dá certo e o desenho é sempre com um sorrisinho' você pensa mais não diz.Então você diz que não é nada ou inventa uma desculpa qualquer para essas mesma pergunta que se repete mil vezes ao dia.
Seria realmente ótimo se nós tivessemos um botãozinho que ligasse a felicidade, mas não temos. Ficamos putos, putos com a família, com o mundo, o gaverno, a televisão, o aquecimento global, a fome, a falta de dinheiro, as catástrofes ambientais, com o governo denovo. Sim, ficamos putos, revoltados porque somos humanos, por mais que muitas das vezes esqueçamos isso.
Não vou deixar de sentar com as pernas abertas, não vou rir baixo, não vou manter um diálogo com quem eu não acho interessante somente por educação. Eu vo continuar a mastigar de boca aberta, vou falar alto e bastante só para irritar. Eu não sou um bom exemplo e não quero que as crianças se inspirem em mim, eu só quero ser eu mesma.
Às vezes tenho vontade de mandar todo mundo que manda eu ser educada se danar, mas sou educada demais para fazer isso.
Inutilidade
Eu escrevo para expressar os sentimentos, as confusões e os dilemas que existem em mim. Escrevo para espantar meus monstros imaginários e para trazer para perto tudo aquilo que sempre me parece tão irreal. Escrevo sobre as coisas que eu não acredito para poder entendê-las um pouco mais. Escrevo sobre o que considero real e certo para tentar convecer as pessoas a acreditarem em mim.
Queria poder ter a capacidade de comover as pessoas com as palavras, fazer elas refletirem um pouco sobre quase tudo, passar emoções através de letras, textos. Queria poder abrir minha mente para o mundo, para que pudessem ver o que eu penso, para entenderem como eu me sinto e como entendo as coisas. Mas percebo que eu não consigo isso, parece que não tenho essa capacidade e que tudo soa irreal, distante, como se eu falasse sobre um mundo fictício que só existe dentro da minha mente, que só eu pudesse ver e o que as pessoas veem são só as sombras dele.
Talvez as pessoas nunca venham a me entender, talvez eu seja realmente complicada e meus pensamentos sejam muito rápidos e por isso não consiga me expressar bem. Talvez eu não tenha o dom da escrita, talvez eu não consiga escrevertão bem quanto queira. Mas eu sempre vou tentar. Tentar não é conseguir, mas é o início para a vitória.
Percebo que acabo de escrever um texto inútil.
Queria poder ter a capacidade de comover as pessoas com as palavras, fazer elas refletirem um pouco sobre quase tudo, passar emoções através de letras, textos. Queria poder abrir minha mente para o mundo, para que pudessem ver o que eu penso, para entenderem como eu me sinto e como entendo as coisas. Mas percebo que eu não consigo isso, parece que não tenho essa capacidade e que tudo soa irreal, distante, como se eu falasse sobre um mundo fictício que só existe dentro da minha mente, que só eu pudesse ver e o que as pessoas veem são só as sombras dele.
Talvez as pessoas nunca venham a me entender, talvez eu seja realmente complicada e meus pensamentos sejam muito rápidos e por isso não consiga me expressar bem. Talvez eu não tenha o dom da escrita, talvez eu não consiga escrevertão bem quanto queira. Mas eu sempre vou tentar. Tentar não é conseguir, mas é o início para a vitória.
Percebo que acabo de escrever um texto inútil.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Sobre as coisas
Porque as coisas mais importantes da vida não podem ser medidas, nem contadas, não se pode por rotulos nelas. As coisas mais importantes não se compram nas lojas, elas não tem preço, não vem em caixinhas ou embalagens bonitas, não não podem ser produzidas por máquinas. Talvez por isso seja tão dificil encontrá-las. Talvez por isso quase ninguém as tenhas.
As coisas mais bonitas são aquelas que nos fazem feliz, que nos ensinam alguma coisa, que nos fazem sorrir às três da madrugada. Um sorriso, uma brincadeira, uma mensagem noturna que esconde segredos, um amigo, um beijo, milhões de beijos, abraços, a felicidade, o companheirismo, o amor, o encantamento dos olhares, a preocupação, a ansiedade, a loucura, a paz, o pensamento, o medo.
Sim, porque até no medo há uma beleza impagavel, o medo nos ensina que ainda somos humanos, que ainda temos que superar muita coisa e que ainda temos muito que aprender com o mundo. É bom quando o mundo dá um "sacode" na vida da gente, porque ai temos que começar tudo de novo, temos de rever nossos conceitos e perceber que precisamos melhorar, evoluir, precisamos ser mais humanos muitas das vezes. Medo é bom, ruim é o medo de ter medo.
Porque ninguém pode comprar o por-do-sol. Ninguém compra os dias, ninguém pode comprar o orgulho, ou talvez até posso se a péssoa não tiver amor próprio e pouco dinheiro. Ninguém compra a felicidade, um sorriso, ninguém compra o amor. Amo a tragédia porque ela é bela. A tristeza nos ensina muito mais que a alegria e ninguém compra o que se aprende com a vida. Porque para falar a verdade ninguém paga para viver. Ninguém pode comprar um segundo a mais de vida, mais um batimento, mais um dia.
É bom ter saudades, é bom ter alguém pra você conversar, é bom ter um amigo, é bom até ter inimigos que é pra você não deixar de duvidar das pessoas. É bom silenciar um pouco e escutar apenas a sua cabeça, ou seu coração, você decide. Porque o silêncio é raro, mas é uma das coisas mais belas.
As coisas mais bonitas são as mais simples, mas geralmente as coisas mais simples são as mais difíceis de se ver, pois nossos olhos estão acostumados à grandes espetáculos e coisas grandiosas.
"Só se pode ver bem com o coração." (O pequeno príncipe)
As coisas mais bonitas são aquelas que nos fazem feliz, que nos ensinam alguma coisa, que nos fazem sorrir às três da madrugada. Um sorriso, uma brincadeira, uma mensagem noturna que esconde segredos, um amigo, um beijo, milhões de beijos, abraços, a felicidade, o companheirismo, o amor, o encantamento dos olhares, a preocupação, a ansiedade, a loucura, a paz, o pensamento, o medo.
Sim, porque até no medo há uma beleza impagavel, o medo nos ensina que ainda somos humanos, que ainda temos que superar muita coisa e que ainda temos muito que aprender com o mundo. É bom quando o mundo dá um "sacode" na vida da gente, porque ai temos que começar tudo de novo, temos de rever nossos conceitos e perceber que precisamos melhorar, evoluir, precisamos ser mais humanos muitas das vezes. Medo é bom, ruim é o medo de ter medo.
Porque ninguém pode comprar o por-do-sol. Ninguém compra os dias, ninguém pode comprar o orgulho, ou talvez até posso se a péssoa não tiver amor próprio e pouco dinheiro. Ninguém compra a felicidade, um sorriso, ninguém compra o amor. Amo a tragédia porque ela é bela. A tristeza nos ensina muito mais que a alegria e ninguém compra o que se aprende com a vida. Porque para falar a verdade ninguém paga para viver. Ninguém pode comprar um segundo a mais de vida, mais um batimento, mais um dia.
É bom ter saudades, é bom ter alguém pra você conversar, é bom ter um amigo, é bom até ter inimigos que é pra você não deixar de duvidar das pessoas. É bom silenciar um pouco e escutar apenas a sua cabeça, ou seu coração, você decide. Porque o silêncio é raro, mas é uma das coisas mais belas.
As coisas mais bonitas são as mais simples, mas geralmente as coisas mais simples são as mais difíceis de se ver, pois nossos olhos estão acostumados à grandes espetáculos e coisas grandiosas.
"Só se pode ver bem com o coração." (O pequeno príncipe)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Sobre o que eu acredito.
Eu gasto muito tempo pensando em coisas que nunca poderão acontecer. Eu gasto tempo com suposições e imaginando como será o futuro. Penso em como vai ser o fim do mundo, como vai ser amanhã, quem eu vou ver daqui a um mês, em como será o mundo que meus bisnetos vão viver e qual será a cor do céu na hora que Deus vier. Eu imagino coisas impossíveis e me pergunto “por que não?”.
Eu acredito em contos de fadas, acredito que uma pessoa possa encontrar seu verdadeiro amor aos sessenta anos, acredito que o mundo vai sobreviver a nossa era, acredito que vai ficar tudo bem e que ainda seremos muito felizes. Eu acredito no poder das palavras, muito mais que no poder de um canhão ou de uma bomba atômica.
Quando eu era pequena eu sonhava em ter algum super poder ou coisa do tipo. Queria voar como o super homem, combater o crime como os Power Rangers, poder ler mentes, ser bruxa como o Harry Potter ou poder explodir coisas com a mente. O que eu queria mesmo era que as pessoas se lembrassem de mim, queria ser importante, queria salvar o mundo.
Foi então que veio uma coisa chamada tempo. Esse tempo me fez crescer, esse tempo me ver as coisas, um pouco, mais claramente, esse tempo fez com que eu deixasse de ser uma criança que acreditava nos heróis com roupas coloridas, esse tempo me ensinou que existe um mundo real, esse tempo me ensinou que super poderes não existem na vida real. Foi então que eu descobri o poder das palavras.
Existiu um homenzinho estranho que quase conseguiu envolver o mundo todo com suas palavras, esse homenzinho de bigode esquisito conseguiu por suas palavras em todas as cabeças de uma nação, ele escondia todos seus objetivos podres por trás de palavras bonitas. Foi aí que eu vi como as palavras movem o mundo, movem o homem, como as palavras podem mudar você.
Pela palavra “poder” muitos homens se matam e se perdem. Pela palavra “vitória” muitos homens morreram para trazê-la ao seu povo. Pela palavra “justiça” muita gente foi morta por tentar fazer com que ela existisse, todos que tentaram morreram e hoje, em homenagem a essas pessoas, a gente finge que ela existe. “Paz”, eu acho que essa é a palavra que todos querem trazer a realidade, todos querem tirá-la do papel, mas existe uma expressão, “deixa pra depois”, que sempre adia tudo. Existe uma palavra, a “guerra”, que apareceu várias vezes na nossa história e que, em um campo de batalha, ela prevalece até o último soldado cair morto, com o uniforme de sua pátria.
Talvez o mundo venha a se acabar em fogo, como era previsível pelo nosso passado. Talvez todos os nossos pesadelos nos aguardem daqui a alguns anos e milhões de demônios venham gritar palavras de agonias em nossos ouvidos. Talvez as velhas profecias se cumpram. “Deus” sempre pronuncio Esse nome ao pensar no futuro. Sempre olho para o céu na esperança de encontrar Ele olhando aqui pra baixo com uma cara de preocupação, mas ele nunca está lá. Eu acredito que uma das palavras mais fortes que existe é “Fé”, são duas letras capazes de mover montanhas. Fé é toda a certeza que dispensa provas, é tudo aquilo que se pode crer sem precisar que um professor explique. Eu creio porque é absurdo.
Talvez daqui a algum tempo eu deixe de acreditar no poder das palavras, deixe de acreditar que elas movem o mundo e que a palavra “ódio” um dia possa explodir o universo inteiro pelos ares ou talvez eu creia nisso até a minha morte. Mas isso são apenas suposições e por enquanto eu sou apenas uma pessoa, que não sabe se é criança ou mulher, que acredita poder mudar o mundo escrevendo e falando sobre coisas que considera importante, sobre coisas que podem mudar o curso da história ou não. Por enquanto eu apenas sonho, amanhã eu faço.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Sem título
Tudo parece estranhamente familiar. Por algum motivo sinto vontade de sorrir. São as mesmas ruas da infância, os mesmos cheiros, o mesmo céu azul e infinito sobre as nossas cabeças. Eu sempre volto para esse lugar. Tudo sempre me puxa para aqui. A velha cozinha na casa de mamãe, o porta-retrato quebrado em cima do armário, o cheiro de mofo no sofá.
Parece que estou vivendo embaixo d'água. Tudo parece passar devagar, as imagens são embaçadas, os sons estão distantes. Parece fazer um século desde à última vez que vi o mundo real. Não sei que dia é hoje, não sei se é sexta, talvez o bolo tenha queimado no forno, talvez você esteja velha, talvez meu correio esteja cheio e esteja chovendo. Que horas são?
Hoje resolvi deixar minha consciência em casa. Enquanto andava pelas ruas percebi que o sol gritava porque as nuvens queriam cobrí-lo, percebi que os prédios me impediam de ver Deus e que havia uma criança morta na porta do hospital. Hoje percebi que sou uma ilusão, um sonho, um personargem mal feito na cabeça de um escritor gordo e de uma história inacabada. Hoje meu grito ecoou na cidade vazia onde eu queria morar e onde meus amigos morreram.
O mundo matou os meus sonhos e roubou minha alegria e hoje eu vivo só no mundo que eu criei.
P.S: Sei que esse texto está meio sem sentido, mas depois de um sonho eu escrevi isso, gostei e então está aqui.
Agora
Neste momento alguém comemora a primeira cirurgia plástica, os bares estão repletos de homens vazios, meninas se prostituem na praia, um casal de velhos se beija, um rico se mata, um pobre passa fome, um prédio novo este sendo construído, o mundo está sendo destruído.
Neste momento um ladrão encontra Deus, um menino vê a face do demônio, uma mulher apanha e cala, um homem vira mulher, um padre desvia dinheiro da igreja, queimam-se cartas de amor velhas, um mendigo morre.
Neste momento há um divorcio, um casamento, um feto em fase de crescimento, o menino consegue a primeira namorada, acontece um acidente causado por excesso de bebida, os velhos planejam a guerra, os hippies fumam um baseado, os adolescentes sedentários estão dormindo, os gays querem mudar o mundo.
Neste momento há uma mãe com o corpo frio de seu filho junto a seu peito, alguém chora, um presidiário está sorrindo, uma mulher perde tudo no jogo, nasce uma criança, alguém espera a maldita sorte lhe puxar pela mão e lhe tirar para dançar, um menino de seis anos leva um tiro na cabeça, a menina que o ama está sonhando com ele.
Neste instante alguém se pergunta “O que é a vida?”, um obeso come salada, uma menina vomita por causa da bulimia, um velho morre de fome, um urubu come seu corpo, alguém encontra o grande amor, alguém perde o ser amado, um moço morre atropelado, uma velha é violentada, um funeral acontece, os jovens planejam o carnaval, um grito de Deus ecoa no mundo surdo.
De alguma forma você sabe, e eu sei, que todas essas vidas diferentes se cruzam de uma forma ou de outra. A gente às vezes se sente tão só no meio de tanta gente e acha que a nossa vida é mais importante quando não é. Todas tem a mesma importância. Às vezes pensamos ser superiores e donos do mundo, mas às vezes temos de descer do nosso trono imaginário e nos colocarmos no nosso lugar, o mesmo que o dos outros, às vezes até em baixo de todo mundo. Existe tanta tange no mundo, tantas almas desesperadas, tantos idiotas e tantos gênios.
Neste momento um ladrão encontra Deus, um menino vê a face do demônio, uma mulher apanha e cala, um homem vira mulher, um padre desvia dinheiro da igreja, queimam-se cartas de amor velhas, um mendigo morre.
Neste momento há um divorcio, um casamento, um feto em fase de crescimento, o menino consegue a primeira namorada, acontece um acidente causado por excesso de bebida, os velhos planejam a guerra, os hippies fumam um baseado, os adolescentes sedentários estão dormindo, os gays querem mudar o mundo.
Neste momento há uma mãe com o corpo frio de seu filho junto a seu peito, alguém chora, um presidiário está sorrindo, uma mulher perde tudo no jogo, nasce uma criança, alguém espera a maldita sorte lhe puxar pela mão e lhe tirar para dançar, um menino de seis anos leva um tiro na cabeça, a menina que o ama está sonhando com ele.
Neste instante alguém se pergunta “O que é a vida?”, um obeso come salada, uma menina vomita por causa da bulimia, um velho morre de fome, um urubu come seu corpo, alguém encontra o grande amor, alguém perde o ser amado, um moço morre atropelado, uma velha é violentada, um funeral acontece, os jovens planejam o carnaval, um grito de Deus ecoa no mundo surdo.
De alguma forma você sabe, e eu sei, que todas essas vidas diferentes se cruzam de uma forma ou de outra. A gente às vezes se sente tão só no meio de tanta gente e acha que a nossa vida é mais importante quando não é. Todas tem a mesma importância. Às vezes pensamos ser superiores e donos do mundo, mas às vezes temos de descer do nosso trono imaginário e nos colocarmos no nosso lugar, o mesmo que o dos outros, às vezes até em baixo de todo mundo. Existe tanta tange no mundo, tantas almas desesperadas, tantos idiotas e tantos gênios.
Sobre o que nos revolta.
Quando eu era menor me diziam que qualquer pessoa poderia se tornar presidente, hoje eu começo a acreditar nisso.
Os impostos pagos, todo o dinheiro que damos para o gaverno com o intuito de educar as crianças mais pobres que nós, de dar comida aos miseráveis, de dar assistência aos sem condições é tomado por corruptos, enfiado em suas cuecas e paga as viagens das familias deles.
Todos os politicos prometem melhorias, construções de escolas, trabalho, segurança... Mas isso atinge a todos? A cada quatro anos vejo reprises do horário eleitoral passado. Nunca há promessas novas, e cada vez mais os politicos pensam que os trinta segundos que eles tem é para fazer um show de comédia. É certo que o Brasil não é um país sério, mas também não é um país de idiotas.
Enquanto eles fazem promessas e mais promessas as crianças continuam à me pedir dinheiro nos semáforos e dormir em baixo de pontes ou na calçada das casas. Enquanto as promessas são feitas milhões de brasileirinhos continuam com a barriga cheia de fome e as cabeças sem educação. Por mais que existam escolas públicas, o ensino é da pior qualidade e as crianças vão para à escola sem comer. E até onde eu saiba, alimento para cabeça não mata fome.
De quatro em quatro anos eu tenho a esperança de melhorias, e de quatro em quatro anos eu percebo que o Brasil está fadado a decadência.
P.S: Hoje comemoramos porque nos tornamos independentes de Portugal e começamos nossa dependência com a Ingleterra e os USA.
domingo, 5 de setembro de 2010
Quase inacreditável.
Eu não acredito em amor a primeira vista, não acredito em contos de fadas, ou em encontros que acabam à meia noite, talvez nem acredite no amor.Podem dizer que eu não tenho coração e que só digo isso porque nunca me apaixonem. Talvez eu não tenha mesmo coração, talvez ele esteja enferrujado ou talvez tenho sido roubado um ano atrás. Perdoem se minha sinceridade assusta, mas aprendi que não devo mentir sobre o que acredito e que a pior mentira é mentir para si mesmo.Eu detesto romances, me dá vontade de vomitar ler sobre amores impossíveis e que superam a morte, seja lá o que mais, mas que na verdade só existem ali na ficção. Não digo que o amor não exista, não me julguem mal. Eu até acredito que ele posso acontecer, se você estiver casado à sessenta anos com a mesma mulher e quando olhar para ela ainda vir a menina por quem se apaixonou anos atrás, acho essa ideia realmente bonita e tudo mais, até mesmo sonho com ela. Talvez eu não acredite no amor para mim. Talvez eu tenha medo do amor, medo de me entregar e de depois ter o coração partido.
O que me assusta no amor é você ter que se "entregar" à alguém, é sentir-se ligada à uma pessoa e depois isso acabar e o que sobra são apenas os pedaços de dois corações partidos. Isso é o que me assusta. Eu sei que é melhor ter a felicidade por um tempo e depois deixá-la do que nunca tê-la. Mas para mim todo amor é eterno e se não é eterno não é amor. Talvez por isso eu não acredite no amor para adolescentes, acho que eles, nós, podemos nos apaixonar, mas amar... Amar é para adultos.
Com o tempo o coração de algumas pessoas endurecem, ficam de ferro e enferrujam ao longo dos anos e o de outras aquece ao ponto de que se alguém conseguir tocá-lo ele derrete sobre suas mãos. Eu realmente queria que o meu não enferrujasse, mas isso parece inevitável.
Eu queria acreditar em contos de fadas, nas princesas indefesas que esperam que o príncipe venha para salvá-la e tudo mais. Mas na vida real não existem príncipes e se existem eles não virão lhe buscar porque estão ocupados demais vendo o jogo na televisão.
Há muito tempo atrás eu me apaixonei, dei meu coração a alguém que disse que ia guardá-lo junto ao dele, então ele foi embora e não devolveu o meu coração. Hoje ele está quebrado e eu nem posso juntar os cacos. Talvez por isso eu não acredite nesse amor que todos sonham, porque eu não tenho mais coração, não posso ouvi-lo, então só escuto a minha cabeça e o amor é irracional, o amor não é pensado, você só sente.
"Isto é amor? usar uma pessoa? Então talvez o ódio seja não conseguir usá-la" (Gore Vidal)
O início
Certo, sei que o início é sempre tenso e sempre me pergunto como vai ser depois. Se alguém vai ler, se alguém vai se importar, se ,um dia, alguém vai mostrar isso para os amigos e se alguma das minhas palavras futuramente vão ser lembradas, repetidas ou até mesmo roubadas pelo sem criatividade. Sei que chega a ser brega e até mesmo meio errado e feio pensar assim, mas meu sonho é mudar o mundo com as palavras. Não só com as palavras, claro, sou sonhadora, não burra.
Sim, é no início que fazemos as apresentações, pois bem: Eu sou Fernanda, tenho catorze anos, a cabeça cheia de sonhos, os bolsos vazios e a cabeça sempre cheia de informações, muitas das quais são completamente inúteis. Nunca fiz nada do qual me orgulhasse, nem que desse orgulho aos meus pais. Não sei escrever direito, não me preocupo muito com o futuro, como muitas besteiras e odeio programas de auditório. Tenho um gazilhão de apelidos e constantemente falo "cagou no pau" não sei se isso é um palavrão, se sim, perdoem-me senhores, mães e crianças que estão lendo isso. E se ninguém ler, perdoe-me Fernanda boa.
Não escolhe esse nome "bunda de velha" por algo poético ou por alguma grande experiência, escolhi porque acho legal, então se isso acabou com alguma expectativa, desculpem-me novamente. Eu sempre estou pedindo "desculpas". Eu me importo demais com o mundo, com as pessoas, com os outros e a guerra do Iraque, a fome na África e esqueço de mim. Tenho milhões de Fernandas na minha cabeça e quando elas começam a falar todas de uma vez parecem um bando de peruas loucas numa feira da 25 de Março em Dezembro, então eu não entendo nada ai minha cabeça não funciona direito e eu cago no pau. Por isso deixei de escutar as mil e uma Fernandas e passei a ser uma nova, que é quase todas elas, mas numa só, e que talvez só tenha pego o pior de todas.
Tenho em mim todos os sonhos e talvez todos os pecados do mundo. Eu assusto as velhinhas, sou um mal exemplo para as crianças e nunca penso muito nisso, pois quando penso começo a me preocupar.
Estou lhe entediando em tanto falar de mim, de mim, de mim. Mas você também é humano e entende esse egocentrismo. Desculpem. Me calo e falo sobre coisas mais importantes.
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